O STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhou para a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigação sobre suposta irregularidade na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral pelo deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP).
Despacho assinado pelo ministro Luiz Fux, no último dia 27, diz que a PGR deve se manifestar quanto ao prosseguimento da investigação. Em caso de condenação, o superintendente de futebol do Corinthians e ex-presidente do clube pode perder o mandato. A suspeita é de que ele teria indicado menos bens do que tem.
''Trata-se de investigação instaurada para apurar a suposta prática de crimes eleitorais, ''por susposta omissão de bens'', afirma o despacho. Segundo a assessoria de imprensa da PGR, até esta sexta não havia uma definição sobre o assunto.
João de Oliveira, advogado do deputado, afirmou ao blog desconhecer a investigação. ''Não fomos citados, não fomos notificados. Todos os bens dele foram declarados, a declaração está perfeita. Qualquer denúncia que fizerem contra ele, vai para o STF porque ele tem foro privilegiado por ser deputado. Mas é importante ressaltar que denúncia não significa que ele é culpado'', disse o advogado. Oliveira também declarou que centenas de denúncias sem provas foram feitas para tentar impedir a candidatura do deputado sem sucesso.
O dirigente corintiano declarou ter R$ 1.725.209,67 em bens, incluindo dois imóveis, participação em empresas e plano de previdência privada.
Leia abaixo, na íntegra, o despacho do ministro Fux, que erra a grafia do nome Andrés.

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