As dificuldades financeiras enfrentadas pelo São Paulo fazem parte dos argumentos da diretoria para rebater os críticos que pedem a demissão de Muricy Ramalho.
Na avaliação da direção, mandar o treinador embora significaria o risco de dobrar seus gastos com técnico. Isso porque o clube teria que continuar pagando cerca de R$ 500 mil mensais a Muricy até dezembro, quando termina seu contrato, além de bancar seu substituto.
O acordo não estabelece um valor de multa em caso de dispensa. Mas o clube tem a obrigação de pagar a remuneração a que o treinador teria direito até o fim do compromisso.
Pelos cálculos dos cartolas, seria difícil conseguir um técnico de alto nível para ganhar menos do que Muricy. Se o substituto também recebesse R$ 500 mil, o clube passaria a gastar R$ 1 milhão por mês só com treinador até o fim do ano. Mesmo um técnico mais barato provocaria aumento na despesa, já que seriam dois profissionais pagos ao mesmo tempo.
O gasto extra é indesejável para quem fechou 2014 com um déficit operacional de aproximadamente R$ 54 milhões. Só a dívida bancária são-paulina pulou de R$ 92,8 milhões em 2013 para cerca de R$ 150,4 milhões em 2014.
A falta de dinheiro, porém, não é o único motivo que fez a diretoria manter Muricy até agora, apesar de considerar o treinador o principal responsável pelos maus resultados da equipe. A escassez de bons nomes disponíveis no mercado também ajudou. Efetivar o auxiliar Milton Cruz em seu lugar poderia ser uma alternativa barata. Mas o assistente não tem a confiança da cúpula são-paulina e enfrenta um processo de fritura.

Nenhum comentário:
Postar um comentário